REFLEXÃO SOBRE A MULHER (REFLECTION ON WOMAN)

0
20163424394_c795e0cc28_b

Photo via Flickr (2015), CC BY NC-SA 2.0.

A revolução feminista do início do século XX tinha um nobre objetivo: que a mulher não fosse mais vista como um ser inferior ao homem, tendo os mesmos direitos. Muitas mulheres deram sua vida por esta causa e comemoramos o Dia Internacional da Mulher no dia 08 de março, lembrando as 130 tecelãs que morreram queimadas na fábrica em Nova Iorque, onde fizeram suas reivindicações.

Porém, no decorrer dos anos esse feminismo deixou as origens de uma luta por direitos iguais para se tornar um movimento que ataca a raiz do próprio ser feminino, querendo tornar as mulheres uma triste cópia do homem, que quer ser tratada como o homem, assume as funções masculinas, quer ser totalmente independente e “dona” de seu corpo, fazendo dele mero objeto de prazer e de sedução.

O resultado desta reviravolta no ser feminino é uma sociedade decadente, onde as mulheres e mães verdadeiras são cada vez mais raras; os filhos perdem o referencial e a identidade e os homens estão cada vez mais perdidos, buscando muitas vezes dentro de si mesmos este lado feminino que está faltando na sociedade, tornando-se mais “afeminados” e mais infelizes.

As mulheres ganharam o direito de votar, de dirigir, de ter um emprego. Mas perdemos muito. Perdemos o direito de sermos sustentadas por nossos maridos. Perdemos o direito de sair para jantar com o namorado e não precisar dividir a conta. Perdemos o direito de ter a porta do carro aberta pelo homem para podermos entrar. Perdemos o direito do homem se levantar para ceder seu lugar no metrô. Perdemos o direito de sermos cuidadas e respeitadas como algo precioso que precisa de muito carinho e atenção. Mas agora, o que fazer?

As nossas jovens precisam saber que para se realizarem como mulheres não precisam de um bom emprego. Serão verdadeiramente realizadas e felizes cuidando da casa e dos filhos! Claro que devem estudar e se capacitar, afinal, o maior tesouro que possuímos são os filhos e eles merecem ter uma mãe capacitada para educa-los. A profissão deveria ser uma escolha e não uma imposição das sociedade. E deveria ser escolhida pensando, em primeiro lugar, não no dinheiro, mas na flexibilidade para poder exercer de maneira digna, o papel de esposa e mãe.

Elas precisam saber que quanto mais expõem seus corpos, mais se tornam objetos, coisas para serem usadas e não pessoas para serem amadas. A modéstia protege a mulher, não porque os homens são “animais” e não conseguem “resistir” a um par de pernas a mostra, mas porque somos psicologicamente conectados de maneira diferente. A mulher mostra o corpo porque quer ser desejada e amada como pessoa, porém o homem quando vê o corpo, deseja apenas o corpo. Para um homem amar uma mulher por inteiro (corpo e alma), precisa ver além do corpo. E facilitamos muito esse trabalho para os nossos queridos homens se conseguirmos esconder mais do que mostrar.

O Papa Paulo VI sustenta que, para a realização do plano divino sobre a humanidade, é necessária a “complementaridade efetiva” de ambos os sexos:

“Os problemas são delicados; falar de igualdade de direitos não resolve os problemas, que são muito mais profundos. É necessário tender a uma complementaridade efetiva, para que os homens e as mulheres contribuam com suas riquezas e seu dinamismo específicos para a construção não de um mundo nivelado e uniforme, porém harmonioso e unificado, segundo o desígnio do Criador.”

Portanto é urgente que a mulher assuma realmente sua responsabilidade em ser feminina, em ser mãe, pois segundo as palavras de São Bernardo “o homem não será remido sem a mulher”. Somente se a mulher se conscientizar de sua função primordial na sociedade atual, ela poderá contribuir imensamente para que o mundo seja mais justo e mais fraterno.

REFLECTION ON WOMAN

The feminist revolution in the beginning of the 20th Century had a noble purpose: that the woman won’t be seen anymore as an inferior being compared to man, but would have the same rights. Many women gave their lives for this cause and we celebrate International Woman’s Day on March 8th, remembering the 130 weavers who perished in a fire in the factory in New York where they made their claims.

However, through the years this feminism left its origins of the struggle for equal rights to become a movement that attacks the roots of a woman’s own feminine being, wanting to become a sad copy of a man, that wants to be treated as a man, takes on traditionally male functions, wants to be totally independent and “owner” of her body, making it a simple pleasure and object of seduction.

The result of this overthrow of the feminine is a decadent society, where true women and mothers are more rare all the time; children have lost a point of reference and identity and men are each time more lost, searching, many times, inside themselves for this feminine side that is missing in the society, becoming more “effeminate” and unhappier.

Women have won the right to vote, to drive, to have a job. But we lost so much. We lost the right to be financially supported by our husbands. We lost the right to go out for a dinner with our boyfriend without having to split the bill. We lost the right of having the car’s door opened by a man so we can come in. We lost the right to have a man standing up so we could sit in his place at the subway. We lost the right to be taken care of and respected as something precious that needs a lot of care and attention. But now, what do we have to do?

Our young women must know that to be fulfilled as women they do not need a good job. They will be genuinely fulfilled and happy taking care of the house and the children! Of course they must study and empower themselves; after all, the biggest treasure we own is our children and they deserve to have a empowered mother to educate them. A profession should be a choice, not an imposition of society. And a profession should be chosen thinking, first, not of money, but of flexibility to be able to exercise worthily the role of wife and mother.

They need to know that the more they expose their bodies, the more they become objects: things to be used, not persons to be loved. Modesty protects women, not because men are “animals” and are not able to “resist” an exposed pair of legs, but because we are psychologically wired in a different way. A woman shows off her  body because she wishes to be wanted and loved as a person, but when a man sees the female body, he wishes only the body. For a man to love the totality of a woman (body and soul), he needs to see beyond the body. And we make this job much easier for our dear men if we manage to hide more than to show.

Pope Paul VI maintains that, to the fulfillment of the divine plan for the humankind we need an “affective complementarity” of both sexes.

“The problems are delicate; to talk about same rights don’t solve the problems, that are much deeper. It is necessary to tend to an affective complementarity, so that men and women contribute with their wealth and their specific dynamism to the construction of a world not leveled and uniform, but harmonious and unified, accordingly to the Creator’s design.”

It is urgent that women really assumes their responsibility of being feminine, of being mothers, for in the words of St. Bernard, “man won’t be redeemed without woman.” It is only when women have consciousness of their primary function in our society that they will be able to contribute immensely toward the world’s being more just and fraternal.

Copyright 2016 Flávia Ghelardi

Share.

About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer and now an embarking on adventures in writing. Flávia published her first ebook FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a constant contributor for the Brazilian Catholic magazine TABOR EM PAGINAS. A member of Schoenstatt´s Apostolic Movement, Flávia loves to speak and give lectures about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

Leave A Reply

Notify me of followup comments via e-mail. You can also subscribe without commenting.