FAMÍLIA NUMEROSA: LOUCURA OU SANTIDADE? (The Large Family: Madness or Holiness?)

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large family

Photo courtesy of Emily Jaminet. Used with permission. All rights reserved.

Minha avó Amábile disse que sempre sonhou ter 12 filhos. Ela teve 8, perdeu 2 e criou os 6 com muito amor. Depois vieram os genros e as noras, então ela dizia que completou o sonho de ter uma família numerosa.

E esse sonho não era só dela não: as mulheres de sua geração e de TODAS as gerações anteriores até o começo da humanidade sempre viram nos filhos um sinal de bênção e alegria. Uma família sem filhos experimentava uma enorme tristeza e sofrimento.

Apenas duas gerações depois da minha avó, essa sabedoria que estava enraizada no íntimo de todo ser humano praticamente desapareceu! Hoje os filhos são vistos como um “mal necessário”, como um fardo, como um poço sem fundo de despesas, como uma “doença” que precisa ser “evitada”.

Limitá-los a um mínimo (de preferência um, mas dois ainda é um número socialmente aceitável) é visto como a coisa “responsável” a se fazer. Afinal, quem tem muitos filhos é porque não tem TV em casa (!!) ou não sabe usar os milhares de contraceptivos que estão à disposição por aí.

São dois os grandes responsáveis por essa total mudança de mentalidade: as grandes fundações, como os Rockefeller e a Ford, e o feminismo. Pelos anos de 1950, essas fundações começaram a se preocupar com o crescimento populacional, concluindo que poderia haver falta de alimento, de espaço, se a população mundial continuasse crescendo. E se conseguissem diminuir a população, principalmente dos países subdesenvolvidos, evitariam muitas guerras. Para isso investiram muito dinheiro na pesquisa dos contraceptivos.

Porém, com o tempo, viram que não bastava inventar contraceptivos, pois as mulheres quando quisessem, paravam de usá-los e engravidavam. Então perceberam que precisavam mudar a mentalidade das mulheres, elas não deveriam mais QUERER ter filhos. Neste momento, o feminismo assumiu o papel de colocar na cabeça das mulheres que ser mãe era uma “escravidão” da qual precisavam se libertar. Falaram ainda que o marido era um “opressor”, que ser dona de casa e mãe era algo humilhante e que então, as mulheres precisavam se revoltar e abandonar essa visão machista do mundo.

Infelizmente eles conseguiram seu objetivo e estamos todos sofrendo suas consequências. Os países europeus e agora também os Estados Unidos estão enfrentando uma série crise demográfica: simplesmente não há mais crianças para levarem a sua cultura para frente. Os muçulmanos, que não foram contaminados por essa mentalidade ocidental, tem muitos filhos e em breve serão maioria absoluta na Europa, forçando uma mudança no estilo de vida daqueles povos.

Triste. Muito triste mesmo. E parece que ninguém está vendo isso. E o pior é que, quem está remando contra a corrente, quem está querendo mostrar ao mundo que ter muitos filhos é uma grande bênção, sofre perseguições de todos os lados, até dentro da própria família.

Todo mundo acha que tem o direito de opinar nas nossas escolhas. Quem tem uma família razoavelmente numerosa (3 ou 4 filhos) ouve todo o tipo de comentário, muitos até agressivos. Somos vistos como “aliens” e loucos, porém somos nós, as famílias que querem ter muitos filhos, que estamos tentando SALVAR O MUNDO e são os nossos filhos que irão ajudar a sustentar essas mesmas pessoas que nos criticam, quando elas ficarem idosas.

Quando estava na minha quarta gestação, tendo filhos de 5, 2 e 1 ano, olhavam para mim com espanto e diziam: “agora você vai laquear, né?” Eu respondia: “está maluco?? Eu vou me mutilar para não ter mais filhos, para não receber mais bênção??? Cirurgia serve para consertar algo que não funciona bem, para curar uma doença e não para estragar um órgão que está funcionando perfeitamente bem!!”

Por isso este post é dedicado especialmente a você, pai e mãe de vários filhos: NÃO DESANIMEM! Não permitam que as críticas afetem as suas escolhas! São Paulo já dizia “a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana” (1Cor 1,25). Sim, somos loucos: loucos de amor por nossos filhos, pela nossa descendência e quanto mais filhos, mais amor!!

A felicidade verdadeira e duradoura só existe onde o amor superou o egoísmo. Pensar em si mesmo, procurar a própria felicidade, só causa solidão e angústia. Amar significa colocar o outro em primeiro lugar, fazer tudo pelo bem do outro. Só assim seremos verdadeiramente felizes. Desta forma, os filhos são a melhor forma de conseguirmos a felicidade, pois desde sua concepção, somos chamados a parar de pensar em nós mesmos e coloca-los em primeiro lugar, em nos sacrificarmos pelo bem deles. E eles nos levarão ao Céu!

A LARGE FAMILY: MADNESS OR HOLINESS?

My grandma Amábile said that she always dreamt about having 12 children. She had 8; she miscarried 2 and raised 6 with a lot of love. Afterwards came the sons- and daughters-in-law, so she fulfilled her dream of having a large family.

This dream wasn’t only hers: the women of her generation and from ALL the generations before until the beginning of humankind always saw in the children a sign of blessing and joy. A childless family experienced a huge sorrow and suffering.

Only two generations after my grandma, this wisdom that was rooted in the depths of every human being practically disappeared! Today children are seen as a “necessary evil,” as a burden, as a bottomless pit of expenses, as a “disease” that must be “prevented.”

To limit them to a minimum (preferably one, but two is still an acceptable number to society) is seen as the “responsible” thing to do. After all, someone who has many children must not have a TV at home (!!) or doesn’t know how to use the thousands of contraceptives available everywhere.

The two things mostly responsible for this complete change of mentality: large corporations such as Rockefeller and Ford, and feminism. In the fifties, these corporations began to worry about the population growth, concluding that there might be lack of food, of space, if the world’s population continued to grow. If they managed to decrease the population, especially in undeveloped countries, the world would be able to avoid many wars. In other to do that, these corporations invested money into research on contraceptives.

However, with time, they saw that it wasn’t enough to invent new contraceptives, because when women wanted children, they stopped using contraceptives and got pregnant. So the corporations realized that they needed to change the women’s minds; they should not WANT to have children. In this moment, feminism took over the leadership role, aiming to put in women’s heads that to be a mother was a kind of “slavery” from which they should be released. They also said that the husband was an “oppressor,” that to be a housewife and a mother was something humiliating and then, women must revolt and abandon this “macho” view of the world.

Unfortunately, they reached their goal and we are all suffering the consequences. Europe and even the USA are facing a serious demographic crisis: simply, there are no more children to take their culture ahead. The Muslims, who weren’t contaminated by this mentality, have many children and soon will be majority in Europe, forcing a change in the lifestyle of those people.

Sad. Very sad indeed. It seems that nobody is seeing this. The worst is that those who swim against the current, who want to show the world that having many children is a blessing, suffer persecutions from all sides, even in their own extended families.

Everybody thinks that has the right to say something about our choices. Whoever has a fairly large family (3 or 4 children) hears all kinds of comments, many even aggressive. We are seen as “aliens” and crazy, but we, the families that want to have many children, are the ones who are trying to SAVE THE WORLD and it’s our children that will help to sustain these same people who criticize us, when they get old.

When I was carrying my forth baby, already having children ages 5, 2 and 1, people gazed at me with wonder and said: “Now you are going to have a tubal ligation, right?”

And I answered: “Are you crazy? I’m not going to mutilate myself to stop having children, to stop receiving blessings??? Surgery is supposed to fix something that is not working well and not to spoil an organ that is working perfectly well!”

So I dedicate this post especially to you, mom and dad of a large family: DO NOT BE DISCOURAGED! Do not allow that this criticism to affect your choices! Saint Paul said “For the foolishness of God is wiser than human wisdom, and the weakness of God is stronger than human strength” (1Cor 1:25). Yes, we are crazy: crazy with love for our children, and the more children, the more love!

True and lasting happiness only exists when love overcomes selfishness. To think of yourself, to look for your own happiness, only causes loneliness and anguish. To love means to put the other in first place, to do everything for the good of the other. Only this way we will be truly happy. So welcoming children is the best way to be happy, because right from their conception we are called to stop thinking about ourselves and put them in the first place; we are called to sacrifice ourselves for their sakes. And they will take us to Heaven!

 Copyright 2016 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer and now an embarking on adventures in writing. Flávia published her first ebook FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a constant contributor for the Brazilian Catholic magazine TABOR EM PAGINAS. A member of Schoenstatt´s Apostolic Movement, Flávia loves to speak and give lectures about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

2 Comments

  1. I have 3 and people stopped talking to us. We didn’t plan the 3rd but he’s such a blessing. I sometimes wonder what the day would look like without him and it’s quiet. After having 2 back to back I’m savoring this guy. And those who don’t talk to me – they’re loss because this one is a funny one. More of him for MEE!!!

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