SOFRER EM FAMÍLIA (To Suffer as a Family)

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"To Suffer as a Family" by Flavia Ghelardi for CatholicMom.com

Photo via Flickr, CC BY-NC-ND 2.0.

O sofrimento, quando acomete a alguém, normalmente atinge também a todos aqueles que estão ao seu redor, principalmente a sua família. A família toda também pode ser alvo de algum sofrimento e é importante saber lidar com as dificuldades em conjunto.

Este sofrimento em família pode resultar em dois processos distintos: ou ele une a família ou a pode destruir. O grau de maturidade e a fé de cada membro, além da graça divina, é que vai determinar como a família enfrentará a provação.

Quando um sofrimento acomete a família, cada membro pode reagir de um jeito: uns precisam de silêncio, outros necessitam falar sobre o assunto; alguns podem chorar, outros se fechar. O importante é respeitar o tempo de cada um para poder assimilar o acontecimento.

O papel dos pais é fundamental neste processo. Os filhos se espelharão neles para lidar com a situação. Assim, marido e mulher devem se apoiar um no outro para conseguirem a serenidade necessária para enfrentarem qualquer dificuldade.

Na hora da provação, aquele que se sentir mais forte, seja o esposo ou a esposa, deve tomar a frente para conseguir conduzir a família através do sofrimento. Dependendo do tempo em que perdurar a situação, esta liderança pode ser revezada, pois estar à frente do problema suga muita energia e a alternância pode ser necessária para evitar que toda a família sucumba.

O espaço para o diálogo em família deve ser ampliado. É necessário criar oportunidades para que cada um possa falar a respeito de como se sente, como está sendo atingido por aquela situação. É o momento também de chorar junto, de talvez até reclamar junto, colocando em comum todos os sentimentos.

ORAÇÃO

A oração em família também deve ser intensificada. Muitas vezes no momento da dor não é possível rezar da mesma maneira que se fazia antes. A forma de oração não é o mais importante: o que é preciso é colocar-se diante de Deus e expor tudo o que estão passando. Em algumas ocasiões nem se precisa dizer nada: basta ficarem juntos em frente a alguma imagem de Jesus, de Nossa Senhora ou de algum santo de devoção da família e talvez acender uma vela, ou simplesmente olharem para esta imagem por algum tempo.

Chorar também pode ser uma forma de oração. Muitas vezes quando não se consegue expressar em palavras o que se sente e o que se pede, as lágrimas podem substituir a oração verbal.

Rezar uma novena pedindo a graça da resolução do problema também é um meio muito útil para unir a família e ajudá-la a se entregar nas mãos da Divina Providência, aumentando sua confiança de que Deus não os desamparará.

SAIR DO ISOLAMENTO

Quando a família sofre, a tendência é se isolar dos demais, abrindo mão do relacionamento com outras pessoas. Porém, esta atitude acaba agravando a situação, pois ficar centrada apenas no problema o torna muitas vezes maior do que é.

A alternativa é procurar outras pessoas com problemas semelhantes para compartilhar experiências e olhar o problema sob outra perspectiva. Quando se ouve o relato de outros sobre a dor que sentem, a tendência interior à solidariedade se manifesta e o próprio sofrimento fica em segundo plano. Constatar que não é o único que sofre e que existem sofrimentos inclusive maiores que o seu, auxilia a carregar o seu próprio fardo.

A família pode ainda procurar ajudar a outros que sofrem, através de algum trabalho voluntário junto a hospitais, creches, asilos, igrejas. Quando os membros de uma família trabalham juntos em benefício de alguém, a união e o vínculo familiar aumentam e traz força para enfrentarem as suas próprias dificuldades.

 VIVER UM DIA DE CADA VEZ

A família precisa estar consciente de que, no momento do sofrimento, o importante é viver um dia de cada vez. Jesus mesmo ensina: “Portanto, não se preocupem com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações. Basta a cada dia a própria dificuldade.” (Mt 6,34)

Todas as energias para se enfrentar a dificuldade devem ser gastas para aquele momento, para aquele dia, não se preocupando angustiadamente com o que possa acontecer no dia seguinte, ou no futuro próximo. No momento em que o desespero quiser tomar o lugar da tranquilidade, deve-se pensar: “é só por hoje!”. Amanhã realmente não se sabe o que pode acontecer.

É natural que se planeje os próximos passos, o que a família deve fazer para tentar solucionar o problema, porém o pensamento deve estar em viver um dia de cada vez, pois esta é a maneira mais fácil de se enfrentar qualquer problema.

A atitude deve ser ainda de entregar todo o sofrimento, tudo aquilo que estão passando, nas mãos de Deus, pois Ele sabe o que é melhor para a família e sabe muito bem como transformar toda aquela dor em bênçãos para todos.

TO SUFFER AS A FAMILY

 When suffering strikes someone, usually it also strikes everybody around, especially the family. The family itself can be the target of some suffering and it is important to know how to deal with difficulties together.

To suffer as a family can lead to two different processes: either the suffering unites the family or it can destroy the family. The level of maturity and faith of each of the family members, and the divine grace, will determinate how the family will face the ordeal.

When suffering strikes, each member can react differently: some need silence, while others need to talk about it; some may cry, others close themselves off. It is very important so respect each other’s time to assimilate what is going on.

The role of the parents is crucial in this process. The children will mirror the parents as they learn how to deal with the situation. So, husbands and wives should support each other to manage to have the serenity needed to face any difficult time.

In this time of suffering, the one feeling stronger, either husband or wife, should take the lead to take the family through that suffering. Depending on the length of the ordeal, they can take turns in this leadership, because keeping ahead of the problem can absorb much energy and rotation may be necessary to avoid the family’s collapse.

The space for dialogue should be broadened. It is necessary to create opportunities so each one can talk about how they are feeling, how they are being hit by that situation. It is also the time to cry together, and even complain together, sharing all their feelings.

PRAYER

The family should also increase family prayer. Many times while we are suffering, we are not able to pray as we used to do. The prayer’s form is not the most important: what we need to do is to put ourselves before God and express everything we’re going through. Sometimes we don’t need to say any words; it is enough to stay together in front of some image of Jesus, of Our Lady or of a saint that our family is devoted to and maybe light a candle, or just look at this image for a while.

Crying can be also a way of prayer. Many times when we can’t express ourselves in words, tears can replace a vocal prayer. To pray a Chaplet or a novena asking the grace to the resolution of the problem is also very useful to unite the family and to surrender yourself in the hands of the Divine Providence, increasing your trust that God will not forsake you.

GET OUT OF ISOLATION

When a family suffers, they tend to isolate themselves from others, giving up relationships with other people. However, this attitude makes the situation worse, because when we focus on the problem, it can look bigger that it really is.

The alternative is to look for other people facing the same situation, so we can share our experiences and look at the problem from another perspective. When we hear other people talking about their sufferings, we express our solidarity and our own suffering stays in the background. When we see we are not the only one suffering and even that others are suffering larger trials than ours, this helps us to carry our own burdens.

The family can also help others that are suffering, through some volunteer work at hospitals, daycares, homes for the elderly or churches. When family members work together to help someone else, unity and the family bound increase and bring strength to face the family’s own difficulties.

TO LIVE ONE DAY AT TIME

The family need to be aware that at the moment of suffering, it is important to live one day at time. Jesus teaches us: “Therefore do not worry about tomorrow, for tomorrow will worry about itself. Each day has enough trouble of its own.(Mt 6,34)

All the energy to face the problem should be spent at that moment, at that day, not spent to worry with anguish about the next day, or the future. When despair wants to take place of serenity, we should think: “It’s only for today!” Tomorrow we don’t really know what will happen.

It’s natural to plan the next steps, what the family should do to work the problem out, but the thought should be focused in living one day at time, because this is the easiest way to face any problem.

Our attitude should be to surrender all suffering, everything we are going through, into the hands of God, because he knows what is better for our family and he knows very well how to transform all that pain in blessings for us.

Copyright 2016 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer and now an embarking on adventures in writing. Flávia published her first ebook FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a constant contributor for the Brazilian Catholic magazine TABOR EM PAGINAS. A member of Schoenstatt´s Apostolic Movement, Flávia loves to speak and give lectures about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

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