O DESAFIO DE LIDAR COM FILHOS ADULTOS (The Challenge of Dealing with Adult Children)

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"The Challenge of Dealing with Adult Children" by Flávia Ghelardi (CatholicMom.com)

Copyright 2017 Flávia Ghelardi. All rights reserved.

Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Jump to the English version of this post.

Chega o momento para todo pai e mãe em que os filhos crescem e começa uma nova fase no relacionamento, onde precisamos aprender a lidar com a realidade de que nossos “bebês” se tornaram adultos. São muitos os desafios dessa nova fase, tanto para os pais como para os filhos.

A primeira questão é saber quando efetivamente eles se tornam adultos . . . Como pais, parece que nunca estão maduros o suficiente. E para cada filho, essa maturidade pode chegar em um momento diferente. Porém, se formos pensar no aspecto legal em nosso país, adulto é toda a pessoa maior de 18 anos. Assim, devemos presumir que nossos filhos são adultos a partir dessa idade.

Durante toda a vida da criança e do adolescente, demos conselhos e mais conselhos, às vezes até sermões, afinal é nosso dever educa-los no caminho do bem. Mas agora na fase adulta, precisamos tomar cuidado com nossas palavras, mesmo que seja com a melhor das intenções. Para um filho adulto, não devemos já chegar falando o que pensamos. O ideal, em primeiro lugar, é pedir sua permissão. Isso mesmo: perguntar ao filho se pode dar sua opinião sobre determinada questão.

Claro que é estranho como pais, de repente pedir a permissão do filho para falar com ele, mas isso demonstra ao filho que você está reconhecendo que ele cresceu, que é um adulto, que tem livre arbítrio para tomar suas decisões e o máximo que você pode fazer nessa fase, é aconselhar SE ELE PERMITIR. E assim, pedindo permissão antes de falar, a chance dele escutar efetivamente seu conselho aumenta muito.

Outra questão é sobre obedecer as regras da casa. Isso você pode ser enfática: enquanto morar com você, o filho PRECISA OBEDECER as regras do lar, independentemente de que idade tenha. A casa é sua, então as regras também são. Você tem direito de exigir horário para chegar em casa, quem pode visitar ou dormir na sua casa, a necessidade de avisar se fará as refeições com a família (sob pena de ter que se arranjar na cozinha para comer depois), entre outras. Isso é questão de respeito e se ele morasse em qualquer outro lugar, com outras pessoas, também precisaria obedecer as regras.

Um aspecto que é particularmente difícil para as mães é com relação à independência emocional. Dependendo do temperamento do filho, mesmo adulto, poderá continuar com uma dependência emocional de seus pais que não é saudável. O filho precisa saber que deve assumir as consequências das escolhas que fizer e não pode ficar perguntando toda hora se deve fazer isso ou aquilo. No fundo, o que o filho deseja, é aprovação dos pais sobre suas decisões e isso pode ser resultado de carência afetiva e imaturidade emocional.

Portanto, cabem aos pais garantirem a seus filhos que eles são amados INDEPENDENTE DE SUAS ESCOLHAS e que se errarem, estarão a seu lado para ajudarem no que precisarem. Mas as decisões precisam ser tomadas pelos filhos e por mais que seja gostoso ter um filho adulto que está sempre pedindo a sua opinião, essa atitude não faz bem para ele.

A última dica é para quem tem filho ou filha casado. Os pais, especialmente aqueles que tem uma condição financeira melhor, tem a tentação de querer ajudar economicamente seus filhos casados. E isso também não é aconselhável. Querendo ou não, o pai que dá mesada para o filho casado, mesmo que seja na melhor das intenções ou para necessidades justas, como seria pagar a escola dos netos, tende a se intrometer mais na vida do casal, pensando que tem o direito de opinar sobre as decisões que seus filhos (com as noras e genros) tomam. Os filhos tem que aprender a viverem de acordo com sua própria renda. Depender economicamente dos pais é uma vida de ilusão e pode trazer muita discórdia no relacionamento do casal.

É claro que numa situação de emergência, como doença ou desemprego, os pais podem e até devem dar uma força. Mas não pode ser uma ajuda permanente, sem data para acabar. Desta forma, antes até dos filhos se casarem, precisam saber que não poderão mais contar com o dinheiro dos pais e deverão viver na condição financeira que a renda deles proporcionar.

Por fim, uma atitude que os pais com filhos de qualquer idade devem sempre fazer é REZAR por cada um de seus filhos, pelas noras e genros e pelos netos. A oração nunca é demais. Através da oração, mantemos uma vinculação espiritual saudável com nossos filhos e ela os sustentará em todos os momentos de suas vidas. A oração faz muito mais pelo filho do que nós podemos fazer. Ela os acompanha sempre, onde não podemos ir, até o mais profundo de seus corações. Então, rezem muito e sem cessar! Pais de joelhos, filhos em pé!

The Challenge of Dealing with Adult Children

There comes the time for every father and mother when the children grow up and starts a new phase in their relationship, where we need to learn how to deal with the reality that our “babies” became adults. There are many challenges in this new phase, for both parents and children.

The first question is to know when they become actually adults. . . . As parents, it seems that they are never mature enough. And for each child, this maturity may come in a different moment. Although, if we think in the legal aspect, in our country, an adult is any person older than 18. This way, we should presume that our children are adults from that age on.

During all the time of the child’s and adolescent’s life, we gave advice and more advice, sometimes even lectures; after all, our duty is to educate them in the path of the good. But now, in the adult phase, we should be very careful with our words, even if it is with the best intentions. To an adult child, we shouldn’t arrive talking what we think. The ideal is, first, to ask permission. Yes, you read it right: ask your child if you can give your opinion about certain subjects.

Of course it is weird, as parents, to suddenly start asking our child’s permission to speak to him, but it shows your child that you are acknowledging that he has grown up, that he is an adult who has free will to make his decisions and the most you can do in this phase is to advise IF HE PERMITS. In this way, asking permission before talking, the chance of him hearing your advice increases a lot.

Another question is about obeying the house rules. Here you can be emphatic: while he lives with you, the child MUST OBEY the house rules, independent of how old he is. The house is yours; so are the rules. You have the right to establish a time to get home, who can visit or sleep over, the need to tell you if he will eat meals with the family (under penalty of having to cook for himself later), among other things. This is a matter of respect and if he lives anywhere else, with other people, he would also have to obey the rules.

An aspect particularly difficult for mothers is related to emotional independence. Depending on the temperament of the child, even as an adult, he may continue with an emotional dependence on his parents that isn’t healthy. The child must know that he has to take the consequences of his choices and can’t ask all the time if he should do this or that. In the background, what the child wants is the parent’s approval about his decisions, and that can be the result of lack of attention and emotional immaturity.

Therefore, it’s up to the parents to assure to their children that they are loved REGARDLESS OF THEIR CHOICES and if they make mistakes, the parents will be beside them to help in what they need. But the decision must be made by the children and even though it is nice to have an adult child always asking for your opinion, this attitude is not good for him.

The last tip is for those who has a son or a daughter already married. Parents, especially those with a better financial condition, have the temptation to want to economically help their married children. This is not advisable. Willing or not, the parent who gives allowance to a married child, even if it is in the best of the intentions or for legitimate needs, such as paying for the grandchildren’s school, has the tendency to intrude more in the life of the couple, thinking that he has the right to give an opinion about the choices that his child (with his daughter- or son-in-law) had made. Children have to learn to live in accordance with their own income. To economically depend on parents is a life of illusion and may bring much discord in the couple’s relationship.

Of course in a emergency situation, such as illness or unemployment, parents may and even should help. But this help should not be permanent, without an end date. This way, before children get married, they have to know that they won’t be able to count on their parents’ money and should live in the financial condition that their income allows.

Lastly, an attitude that the parents with children of any age should always have is to PRAY for each one of their children, their sons and daughters in law and their grandchildren. Prayer is never too much. Through prayer, we keep a healthy spiritual bond with our children and it will support them in all moments of their lives. Prayer can do much more for our children than we can do ourselves. It accompanies them always, where we can’t go, until the most deep of their hearts. So, pray a lot and pray without ceasing! Parents on their knees, children standing up!

Copyright 2017 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer already "promoted" to full time mom. Flávia published her first book FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a member of Schoenstatt´s Apostolic Movement. Flávia loves to speak about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

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