The Reasons that Led Me to Veiling (AS RAZÕES QUE ME LEVARAM A USAR O VÉU)

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Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Today she discusses her decision to wear a veil in church.

"The reasons that led me to veiling" by Flavia Ghelardi (CatholicMom.com)

Image credit: By Carlos Ramalhete (2011), Flickr.com, CC BY-NC 2.0

Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Jump to the English version of this post.

Há cerca de dois anos, começaram a aparecer em minha timeline do facebook alguns posts sobre o uso do véu pelas mulheres na missa. Achei interessante e passei a ler a esse respeito e me aprofundar no tema. Após alguns meses senti um verdadeiro chamado a usar o véu e, depois de alguma resistência, decidi seguir esse chamado, que tem transformado o modo como eu participo da Santa Missa e das adorações eucarísticas. Compartilho aqui o que eu aprendi e as razões que me levaram a tomar essa decisão. 


Desde o início do cristianismo, era costume as mulheres cobrissem a cabeça quando estavam na Igreja. No Código de Direito Canônico de 1917, que vigorou até 1983, havia um cânon que falava sobre o assunto. Lá era dito o seguinte:


“Os homens, na Igreja ou fora dela, enquanto assistem aos ritos sagrados, devem trazer a cabeça descoberta, a não ser que os costumes aprovados do povo ou circunstâncias peculiares determinem de outra maneira; as mulheres, no entanto, devem trazer a cabeça coberta e estarem vestidas de forma modesta, especialmente quando se aproximarem da mesa da comunhão”
. (Cân. 1262 §2).


Todavia, após as reformas litúrgicas oriundas do Concilio Vaticano II, aos poucos as mulheres no ocidente começaram a abandonar esse costume e no Código de Direito Canônico atual, não se encontra mais nenhum cânon referente ao tema, inexistindo assim obrigatoriedade do uso do véu pelas mulheres. Mas isso não significa que ele esteja proibido, por isso não é lícito ninguém impedir quem quiser usar. 


Vejamos o que explica o Pe. Edison de Oliveira, sobre o fundamento bíblico do uso do véu:


“Na primeira carta de São Paulo aos Coríntios, o apóstolo Paulo trata de assuntos referentes à conduta daquela comunidade. Basicamente, seu pedido diz respeito ao que se refere à masculinidade e feminilidade, de forma que homens e mulheres não se vistam de maneira confusa.


Pelo contexto, é claramente expresso que, de maneira geral, as mulheres cristãs tinham herdado da tradição judaica o costume de cobrir os cabelos com o véu (v. 16). Realidade que parecia não ser comum naquela comunidade.Neste sentido, São Paulo faz tal pedido também para que o não uso do véu pelas mulheres daquela comunidade não as deixassem parecidas com as mulheres que não seguiam os costumes cristãos. 


Em Corinto, as mulheres pareciam exercer papel ativo e de presença na comunidade, para tal era necessário o máximo de prudência e pudor para que não houvesse confusão”.


Assim, o primeiro argumento a favor do véu é justamente para distinguir o masculino do feminino, fato que na nossa cultura atual é de fundamental importância. A ideologia do gênero, a moda unissex, tem tentado “uniformizar” a natureza humana, pregando que não há diferenças entre o homem e a mulher. Quando uma mulher usa o véu na Igreja, ressalta a sua feminilidade e atesta de forma silenciosa, mas eloquente, que Deus criou o homem e a mulher com a mesma dignidade, mas com funções diferentes e complementares.


Outro argumento interessante é que faz parte da tradição cobrir com o véu tudo o que é sagrado: o sacrário, a âmbula que contém a Eucaristia, enfim, tudo o que se refere diretamente a Deus e ao sagrado é coberto com o véu. Então, ao pedir que a mulher se cobrisse com o véu, a Igreja está ressaltando o caráter sagrado do ser feminino. É na mulher que um novo ser humano é concebido, uma nova vida, uma nova alma imortal é gerada e cuidada. O uso do véu, desta forma, ressalta toda a dignidade e valor do ser mulher.


Apesar de ter praticamente abandonado o uso do véu na Igreja, quase toda mulher ao subir ao altar para o seu casamento, continua usando o véu. Então, o véu é o símbolo da noiva, do matrimônio. Quando vemos uma mulher de véu na Igreja se aproximando da Eucaristia, isso deve lembrar a todos nós que estamos a caminho das eternas Núpcias do Cordeiro. Devemos recordar que nossa caminhada aqui na terra deve nos levar ao Céu, devemos nos comportar de tal modo que, ao fim da vida, possamos entrar no grande banquete do Céu. 


As mulheres, em geral, gostam muito de cuidar dos cabelos, pois é um adorno importante para a beleza feminina. Ao balançar os cabelos a mulher exalta muito de sua glória, de seu charme e pode ser também um instrumento de sedução. Portanto, ao cobrir os cabelos com um véu na Santa Missa a mulher está cobrindo a sua glória, aquilo que enaltece sua beleza, para dar glórias e louvores somente para Deus. O véu deixa a mulher mais discreta, mais “escondida”, para que ninguém se distraia olhando a sua beleza. Na Igreja os olhares devem se voltar todos para o altar, para o grande sacrifício, para o nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. 


Por fim, talvez o que mais me “convenceu” a usar o véu é o sentido de reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Esse é um argumento pessoal meu: uso o véu, cubro meus cabelos, para “compensar” aquelas mulheres que praticamente andam despidas até mesmo dentro da Igreja. Tenho certeza que a maioria absoluta dessas mulheres se vestem mal por pura ignorância, por achar que precisam exibir seus corpos para serem valorizadas, amadas. Então eu uso o véu pedindo que Nossa Senhora possa tocar o coração delas, para que comecem a valorizar realmente o que é ser mulher e não se exibam por aí como um pedaço de carne para ser usado e depois descartado. 


Depois que comecei a usar o véu, senti mais facilidade de me concentrar durante a missa e durante as adorações eucarísticas. Eu sinto como se Nossa Senhora estivesse me cobrindo com seu manto, me ajudando a rezar e a participar com mais dignidade do santo sacrifício da missa. Por incrível que pareça, as pouquíssimas pessoas que, ao longo desses quase 20 meses, vieram falar sobre o véu, foram sempre para elogiar! 


Desta forma, espero que este testemunho possa, quem sabe, despertar em outras mulheres o desejo de também mostrarem sua fé e reverência a Nosso Senhor Jesus Cristo presente no Sacrário através do uso do véu.


The Reasons that Led Me to Veiling

About two years ago, a few posts about the use of the veil by women in the mass began to appear on my Facebook timeline. I found it interesting and I started to read about it and delve into the subject. After a few months I felt a true call to wear the veil and, after some resistance, I decided to follow that call, which has transformed the way I participate in Holy Mass and Eucharistic Adoration. I share here what I learned and the reasons that led me to make that decision.

From the beginning of Christianity, it was customary for women to cover their heads when they were in the Church. In the Code of Canon Law of 1917, which was in force until 1983, there was a canon that spoke on the subject.

Men, in or out of the Church, while attending to the sacred rites, must bring the head uncovered, unless the approved customs of the people or peculiar circumstances determine otherwise; women, however, should bring their heads covered and be dressed modestly, especially when they approach the communion table. (Canon 1262 §2).

However, after the liturgical reforms of the Second Vatican Council, little by little women in the West began to abandon this custom and in the current Code of Canon Law, there is no longer any canon concerning the subject, and there is no compulsory use of the veil by women. But that does not mean that it is forbidden, so it is not lawful for anyone to prevent anyone who wants to use it.

Let us see what Fr. Edison de Oliveira explains about the biblical origin of the use of the veil:

In the first letter of St. Paul to the Corinthians, the apostle Paul deals with matters pertaining to the conduct of that community. Basically, his request refers to what refers to masculinity and femininity, so that men and women do not dress in a confused way.

From the context, it is clearly stated that, in general, Christian women had inherited from the Jewish tradition the custom of covering their hair with the veil (v. 16). Reality that seemed not to be common in that community. In this sense, St. Paul makes such a request also that the non-wearing of the veil by the women of that community did not make them look like women who did not follow Christian customs.

In Corinth, women seemed to play an active role and presence in the community, for that was necessary the maximum of prudence and modesty so that there was no confusion.

Thus, the first argument in favor of the veil is precisely to distinguish the masculine from the feminine, a fact that in our current culture is of fundamental importance. The ideology of gender, the unisex fashion, has tried to “standardize” human nature, preaching that there are no differences between man and woman. When a woman wears the veil in the Church, she emphasizes her femininity and attests in a silent but eloquent way that God created man and woman with the same dignity but with different and complementary roles.

Another interesting argument is that it is traditional to cover with the veil all that is sacred: the tabernacle, for example; in short, everything that refers directly to God and the sacred is covered with the veil. Then, by asking the woman to cover herself with the veil, the Church is emphasizing the sacredness of the feminine being. It is in the woman that a new human being is conceived: A new life, a new immortal soul is generated and cared for. The use of the veil in this way underscores the dignity and value of being a woman.

Women, in general, are very fond of taking care of their hair, as it is an important adornment for feminine beauty. By shaking her hair the woman exalts much of her glory and her charm; this and can also be an instrument of seduction. Therefore, by covering her hair with a veil at Holy Mass, the woman is covering her glory, rather than exalting her beauty, to give glory and praise to God alone. The veil leaves the woman more discreet, more “hidden,” so that no one is distracted by looking at her beauty. In the Church, the eyes must turn to the altar, to the great sacrifice, to our Lord and Savior, Jesus Christ.

Finally, perhaps what most “convinced” me to wear the veil is the sense of reparation for the sins committed against the Immaculate Heart of Mary. This is my personal argument: I wear the veil, I cover my hair, to “compensate” for those women who are practically naked even in the Church. I’m sure the absolute majority of these women dress badly out of sheer ignorance, because they feel they need to display their bodies to be valued, beloved. So, I wear the veil asking Our Lady to touch their hearts, so that they begin to really value what it is to be a woman and not show around like a piece of meat to be used and then discarded.

After I began to wear the veil, I found it easier to concentrate during the Mass and during the Eucharistic adorations. I feel as if Our Lady is covering me with her cloak, helping me to pray and to participate with more dignity of the holy sacrifice of the mass. Incredibly, the very few people who have come to talk about the veil over the last 20 months have always been to praise!

In this way, I hope that this testimony may, perhaps, awaken in other women the desire to also show their faith and reverence to Our Lord Jesus Christ present in the Tabernacle through the use of the veil.


Copyright 2019 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer already "promoted" to full time mom. Flávia published her first book FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a member of Schoenstatt´s Apostolic Movement. Flávia loves to speak about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

2 Comments

  1. Some of the few memories I have if my maternal grandmother is that she wore a veil or a head covering to church. In recent years,
    I began to see more women begin to veil again and it brought back those memories of my grandmother. I bought a veil early last year, but at first only veiled when going to adoration. After I did the Consecration to Jesus through Mary, I felt the call to veil at mass as well. There are few of us that veil but little by little, there are more women veiling as well. Thank you for sharing your story. It was truly beautiful. Hopefully, more women will return to veiling.

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