I have the right to be happy (EU TENHO DIREITO DE SER FELIZ)

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Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Jump to the Portuguese version of this post.

"I have the right to be happy" by Flavia Ghelardi (CatholicMom.com)

Image credit: By Gareth Williams (2018), Flickr.com, CC BY 2.0

“I have the right to be happy!” This phrase has justified many attitudes in our day. But is it true? Does any of us really have the “right” to be happy?

Owning a right means I can demand it; I have tools to enforce it. But when we talk about happiness, how can we demand such a right? Who can we force to make ourselves happy? The answer is simple: We can’t. And if we cannot demand it, we cannot speak of a right.

We were born to be happy, but our human structure, the way we were created, was not made to be happy for ourselves. We need each other to really achieve happiness. It’s like that story of several people at a table, each with their soup plate, but with a 10-foot-long spoon. If each one tries to feed themselves on their own, they will all starve to death. But if one picks up his spoon and puts it in the other’s mouth, they all eat and are satisfied.

Likewise, our happiness depends on our commitment to make each other happy. Our effort, our struggle must be to try to provide the maximum happiness for those who live with us. The happiness of my husband, my wife, my children, my grandchildren, my parents, my brothers, my grandparents, my friends must be a priority. And what we will see is that our happiness comes as a consequence of this commitment to the happiness of others.

So behind the phrase, “I have the right to be happy,” we find, deep down, a selfish motivation, which is thinking of our own good first. Selfishness is the opposite of love; it is what kills love. Those who seek their own happiness without worrying about the happiness of those around them will eventually be unhappy.

Obviously it is impossible to please everyone and it is also impossible to be happy all the time while living in this world. Difficulties, suffering, disappointments are part of everyone’s life. But happiness is much greater than moments of joy and pleasure. Happiness is the peace we have in fulfilling our role, in fulfilling the mission, the ideal for which God created us.

So the first person we have to worry about pleasing is God. He has given us the Commandments and the moral doctrine of the Church to help us on our journey to Heaven. He has sent us his own Son to give us the model of love and service. He nourishes and strengthens us through the sacraments, especially confession and the Eucharist. He is the ultimate source of our happiness, because it was He who created us for the endless happiness that we will experience one day in Heaven.

Therefore, let us not be deceived by the selfish mentality of our society that preaches this false “right” to happiness. This is the enemy’s trap, which desires the increasingly selfish human being, for the more selfishness there is in the world, the less love there will be. And God is love. Less love, less God …


“EU TENHO DIREITO DE SER FELIZ”

“Eu tenho direito de ser feliz!” Essa frase tem justificado muitas atitudes em nossos dias. Mas será que ela é verdadeira? Será que realmente cada um de nós tem o “direito” de ser feliz?

Possuir um direito significa que posso exigi-lo, que tenho ferramentas para obrigar que ele seja respeitado. Mas quando falamos em felicidade, como podemos exigir tal direito? Quem podemos obrigar a nos fazer felizes? A resposta é simplesmente: não podemos. E se não podemos exigir, não podemos falar em direito.

Nós nascemos para sermos felizes, mas a nossa estrutura humana, a forma que fomos criados, não foi feita para que consigamos ser felizes por nós mesmos. Precisamos do outro para realmente atingir a felicidade. É como aquela história de várias pessoas numa mesa, cada um com seu prato de sopa, mas com uma colher de 2 metros de comprimento. Se cada um tentar se alimentar sozinho, todos vão morrer de fome. Mas se um pegar a sua colher e colocar na boca do outro, todos se alimentam e ficam satisfeitos.

Da mesma forma, a nossa felicidade depende do nosso empenho em fazer o outro feliz. Nosso esforço, nossa luta deve ser para tentar proporcionar o máximo de felicidade para aqueles que convivem conosco. A felicidade do meu marido, da minha esposa, dos meus filhos, dos meus netos, dos meus pais, dos meus irmãos, dos meus avós, dos meus amigos deve ser prioridade. E o que veremos é que a nossa felicidade vem como consequência desse empenho na felicidade dos outros.

Então, por trás da frase: “Eu tenho o direito de ser feliz”, encontramos, no fundo, uma motivação egoísta, que está pensando em seu próprio bem em primeiro lugar, e o egoísmo é o contrário do amor, é aquilo que mata o amor. Quem busca a própria felicidade sem se preocupar com a felicidade de quem está ao seu redor, no final, acabará infeliz.

Obviamente é impossível agradar a todos e também é impossível ser feliz o tempo todo enquanto vivermos nesse mundo. Dificuldades, sofrimento, decepções fazem parte da vida de todos. Mas a felicidade é muito maior do que momentos de alegria e de prazer. A felicidade é a paz que temos em estar cumprindo bem o nosso papel, em estar cumprindo a missão, o ideal para o qual Deus nos criou.

Assim, a primeira pessoa que temos que nos preocupar em agradar é a Deus. Ele nos deu os Mandamentos e a doutrina moral da Igreja para nos ajudar nessa caminhada rumo ao Céu. Ele nos enviou seu próprio Filho para nos dar o modelo de amor e serviço. Ele nos alimenta e fortalece através dos sacramentos, em especial da confissão e da eucaristia. Ele é a fonte última de nossa felicidade, porque foi Ele quem nos criou para a felicidade sem fim que experimentaremos, um dia, no Céu.

Portanto, não nos deixemos iludir pela mentalidade egoísta de nossa sociedade que prega esse falso “direito” à felicidade. Isso é armadilha do inimigo, que deseja o ser humano cada vez mais egoísta, pois quanto mais egoísmo existir no mundo, menos amor haverá. E Deus é Amor. Menos amor, menos Deus…


Copyright 2020 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer already "promoted" to full time mom. Flávia published her first book FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a member of Schoenstatt´s Apostolic Movement. Flávia loves to speak about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

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