O QUE É PRECISO PARA SER ABERTO À VIDA (What is necessary to be open to life)

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"What is necessary to be open to life" by Flavia Ghelardi (CatholicMom.com)

Via Flickr (2017), CC BY 2.0

Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Jump to the English version of this post.

Ser aberto à vida significa deixar Deus, em sua amorosa providência, determinar o número de filhos que cada família é chamada a educar. Quem defende essa ideia atualmente é taxado, no mínimo, de louco ou irresponsável, pois vivemos numa cultura totalmente antinatalista. Porém, como essa é a verdadeira doutrina da Igreja Católica e representa realmente o plano de Deus para o matrimônio e a família, vale a pena lutar para assumir essa verdade em nossas vidas.

O primeiro passo é se convencer que Deus efetivamente pede a todo casal que entregue em suas mãos amorosas e providentes sua fertilidade, deixando a seu encargo o número de filhos que deverão trazer ao mundo. Para isso, você pode se aprofundar na leitura da encíclica Humanae Vitae, especialmente o No. 10; a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, No. 50, a atual encíclica Amoris Laetitia, No. 14 e 84, um livro excelente da Kimberly Hahn, “O amor que dá a vida”.

Depois, é necessário um amadurecimento da nossa fé prática na Divina Providência, ou seja, conseguir efetivamente sentir que Deus é Pai que nos ama infinitamente e não permitirá que tenhamos mais filhos do que possamos criar adequadamente. Confiar, confiar e confiar. E só crescemos na confiança, confiando. Intensificando nossa vida de oração, a prática da meditação, onde nos aprofundamos no conhecimento do amor de Deus por nós, a frequência aos sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Confissão. Ajuda muito ouvir testemunhos de famílias numerosas que colocaram na prática esse ensinamento. Acreditem: elas não são tão raras de encontrar, basta procurar um pouco!

Uma coisa que me chamou a atenção e que parece um pouco contraditória é a seguinte: se somos chamados a confiar totalmente na Providência Divina e deixar somente Deus decidir o número de filhos que devemos ter, qual é a razão da Igreja aceitar o uso dos métodos naturais quando existem graves razões? Deus também não cuida dos casos graves?

Bom, aqui entra a grandeza da Igreja que é Mestra, mas principalmente Mãe. Ela sabe que Deus não exige mais do que cada um possa suportar. E para cada pessoa, pede um grau de heroísmo diferente. Assim, todos são chamados a confiar cegamente na Divina Providência, mas nem todos conseguem isso imediatamente e necessitam de meios para caminhar nessa direção. Logo, quando efetivamente existem razões graves para se adiar uma gravidez, é lícito ao casal recorrer aos períodos infecundos para as relações sexuais e desta forma, buscar, de uma maneira natural e de acordo com a moral sexual, que a gravidez não ocorra.

Acredito também que os métodos naturais, mais especificamente o Método de Ovulação Billings (MOB), pode se um caminho para se chegar a abertura total à vida. Pode ser que um casal não consiga, de uma hora para outra, parar com os contraceptivos e entregar sua fertilidade nas mãos de Deus. Então, pode começar por usar o MOB ainda adiando uma gravidez, pois, ao menos, não estariam mais colocando nenhuma barreira física ou química em suas relações sexuais. Já estariam se entregando totalmente um ao outro e não estariam violando as promessas que fizeram no altar.

Com o passar do tempo, refletindo a cada ciclo se realmente possuem graves razões para adiar uma gestação, o casal pode crescer na confiança filial na Divina Providência e chegar à conclusão de que não precisam mais de gráficos e tabelas e que podem celebrar seu amor sem maiores preocupações.

Enfim, é importante ter em mente que ser aberto à vida não significa de que terão muitos filhos. A fertilidade é um dom muito frágil e que varia muito durante a vida. Conheço casais que nunca utilizaram nenhum tipo de contraceptivos e tem somente dois ou três filhos, ou até nenhum! Outro fator é que as pessoas estão casando muito mais tarde, por volta dos 30 anos, o que diminui muito a quantidade de filhos que naturalmente podem conceber. Então, não há o que temer! Devemos buscar fazer sempre a vontade de Deus e confiar que Ele fará tudo perfeitamente bem, para a nossa salvação e a salvação de nossos filhos!


What is necessary to be open to life

To be open to life means let God, in his lovingly providence, determine the number of children each family is called to educate. The ones who defends this idea nowadays are called, at least, crazy or irresponsible, because we live in a culture totally against life. However, since this idea is the true doctrine of the Catholic Church and really represents God’s plan for marriage and the family, it is worthy to fight to assume this truth in our lives.

The first step is to convince ourselves that God really asks to every couple to surrender their fertility into his loving and provident hands, leaving in his charge the number of children they shall bring to this world. To do that, we can study the encyclical Humanae Vitae, especially number 10; the pastoral constitution Gaudium et Spes, number 50, the recent apostolic exhortation Amoris Laetitia, numbers 14 and 84, and Life-giving Love, an excellent book by Kimberly Hahn.

Then we need to mature our faith in Divine Providence; that is, to manage to really feel that God is Father who loves us infinitely and will not allow that we have more children than we can raise properly. Trust, trust and trust. And we only grow in trust by trusting: intensifying our prayer life, the practice of meditation where we deepen our knowledge about God’s love for us, attending the sacraments, especially Eucharist and Confession. It also helps to hear the testimony of large families that practice this teaching. Believe me, they are not so hard to find; you just have to look for them a bit!

One thing that called my attention and looks a little contradictory is this: if we are called to fully trust in Divine Providence and let only God decide the number of children we should have, why does the Church accept the use of natural methods of family planning when there are serious reasons? God also takes care of the serious cases, doesn’t he?

Well, here comes the greatness of the Church, that is not only Teacher, but mostly Mother. She knows that God doesn’t demand more than each one can bear. For each person, God asks for a different level of heroism. Therefore, everybody is called to blindly trust in Divine Providence, but not all manage to do that immediately and need more means to walk in that direction. So, when there are serious reasons to postpone a pregnancy, it is permitted for the couple to use the infertile days for sexual relations and therefore expect, in a natural way, for pregnancy not to happen.

I also believe that natural methods (NFP) can be a way to get to the total openness to life. It can happen that a couple doesn’t manage, abruptly, to stop using contraceptives and surrender their fertility into God’s hands. So they can start using NFP, still postponing a pregnancy, because, at least they wouldn’t be putting any physical or chemical barrier in their sexual relations. They would be already giving themselves fully to each other.

With time, reflecting each cycle about whether they really have serious reasons to postpone a pregnancy, the couple may grow in the filial trust in the Divine Providence and reach the conclusion that they don’t need more graphs or charts anymore and they can celebrate their love without major concerns.

It is important to have in mind that to be open to life does not mean that you will have many children. Fertility is a very fragile gift and it varies a lot during your life. I know couples that never used contraception and have only 2 or 3 children, or even none! Another factor is that nowadays people are getting married older, around 30 years old, which greatly decreases the number of children that they can naturally conceive. So there is nothing to be afraid of!

We should always try to do God’s will and trust that he will do everything perfectly well, to our salvation and the salvation of our children!


Copyright 2017 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer already "promoted" to full time mom. Flávia published her first book FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a member of Schoenstatt´s Apostolic Movement. Flávia loves to speak about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

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