A BELEZA DO AMOR (The Beauty of Love)

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Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Jump to the English version of this post.

"The beauty of love" by Flavia Ghelardi (CatholicMom.com)

By Taylor Robinson (2015) via , CC BY NC-ND 2.0

O amor verdadeiro é de uma beleza indescritível. Supera todo sofrimento e é capaz de realizar os anseios mais profundos de nossa alma. Mas será que conhecemos esse amor? Já o experimentamos? É possível vive-lo em nossa sociedade tão individualista e utilitarista?

SIM É POSSÍVEL! E mais, todos nós devemos experimentar e viver a beleza do verdadeiro amor humano, pois para isso somos chamados! Além disso, precisamos proclamar a todos essa beleza, esse tesouro que está à disposição de quem quiser e estiver disposto a lutar por ele.

Gostaria de salientar hoje as quatro características do amor conjugal, segundo exposto tão sabiamente pelo nosso querido S. João Paulo II, em sua Teologia do Corpo. Ele revela que o verdadeiro amor é livre, fiel, total e fecundo. Faltando uma dessas características, pode ser outro sentimento, mas não é amor.

O amor livre significa que a pessoa só pode amar se livremente escolheu amar. O amor não pode ser imposto, não pode ser exigido. Não pode ser condicional também: eu amo se você me amar, ou eu amo se você fizer isso ou aquilo.

O amor exige a fidelidade, a entrega a uma só pessoa por toda a vida. Não é moralismo, nem machismo (já ouvi dizer que a fidelidade foi “inventada” pelos homens para garantir que saberiam quem eram seus filhos!!), é até uma questão de lógica. Conhecer uma pessoa leva tempo, saber como torna-la feliz também. Exige dedicação e muita energia. Como amar uma pessoa, querer se entregar a ela, mas ao mesmo tempo buscar também outra pessoa? A fidelidade está no profundo de nosso ser: ninguém deseja ser apenas mais um na vida do outro. Queremos ser os únicos.

O amor deve ser total, completo. Se não nos entregamos por inteiro, com tudo o que somos e temos, não estamos amando. Não dá pra falar: eu te amo só com o meu corpo, minha mente é só minha, não te pertence. Ou eu vou te amar só por dois anos, três meses e cinco dias. Soa até ridículo! Ou ainda posso te dar meu afeto, mas não estou disposto a compartilhar meus bens, minhas ideias, meu futuro.

Claro que a individualidade permanece, quando eu amo, continuo sendo eu mesmo, mas estou disposto a entregar todo o meu ser para a pessoa amada, para o seu bem, para a sua felicidade. Estou disposto a ser uma pessoa melhor, a buscar corrigir os meus erros, tudo para o bem do outro.

E por fim, o verdadeiro amor é fecundo, gera vida. O amor deseja se multiplicar. Ele é muito poderoso e muito grande para permanecer apenas entre duas pessoas. Isso é tão maravilhoso que um novo ser humano é gerado a partir de um ato concreto de amor. A forma que somos chamados a existência é através da celebração do amor de nossos pais!

Se isso que acabei de dizer faz sentido para você, se você concorda que para ser amor é necessário que seja livre, fiel, total e fecundo, então procure colocar isso na prática! Se isso faz sentido, então não é possível aceitar um aborto, que seria matar o fruto do próprio amor! A contracepção também não pode ser aceita, pois estou dando ao outro tudo menos a minha fertilidade. As relações sexuais pré-matrimoniais também não representam o verdadeiro amor, porque um casal nessas situações ainda não prometeram a fidelidade para toda a vida e provavelmente também usam métodos contraceptivos para impedirem que seu amor seja fecundo.

E toda vez que agimos contra essas características do verdadeiro amor, acabamos por matar o amor… Infelizmente é isso que presenciamos todos os dias em nossa sociedade. Precisamos propagar essa verdade para todos os lados, para não sermos enganados pela cultura do prazer que nos envolve e também para ajudar as outras pessoas a identificarem seu sentimentos e a lutar por um amor verdadeiro.


The Beauty of Love

True love has an indescribable beauty. Overcomes all suffering and is capable of accomplishing the deepest longings of our soul. Do we really know this kind of love? Have we experienced it? Is it possible to live it in our society that is so individualistic and utilitarian?

YES, IT IS POSSIBLE! And more, we all should experience and live the beauty of true human love, because that is what we are called for! Besides, we need to proclaim to all this beauty, this treasure that is available to who wants and is willing to fight for it.

I´d like to emphasize today the four characteristics of conjugal love, according to the wise teachings of our dear Saint John Paul II in his Theology of the Body. He reveals that true love is free, faithful, total and fruitful. The lack of one of those characteristics may reveal another feeling, but it is not love.

Free means that a person can only love if she freely chose to love. Love can not be imposed, can not be demanded. It can’t be conditional: “I love you if you love me” or “I love you if you do this or that.”

Love demands faithfulness, the give of self to only one person for all your life. It is not moralism or chauvinism (I once heard that fidelity was “invented” by men to assure that they would know who their children were!!); it is a matter of logic. To know a person takes time; to know how to make her happy also takes time. It demands dedication and a lot of energy. How can one love a person, want to give oneself to her, but at the same time look for another person? Faithfulness is in the depth of our being: nobody wants to be just one more in the life of the other. We want to be the one.

Love must be total, complete. If we don’t give ourselves fully, with all we are and have, we are not loving. We can’t say, “I love you only with my body; my mind is only mine. It doesn’t belong to you” or “I will love you for only two years, three months and five days,” or even “I can give you my affection, but I’m not willing to share my possessions, my ideas, my future.” It sounds ridiculous!

Of course that the individuality remains, when I love, I continue being myself, but I am willing to give all my being to the one I love, for his own good, for his happiness. I am willing to be a better person, to seek to correct my mistakes, all for the good of the other.

In the end, true love is fruitful, generates life. Love desires to multiply. It is very powerful and very big to remain only between two people. This is so wonderful that a new human is generated by concret act of love. The form that we are called to existence is throght the celebration of love from our parents!

If what I just said makes sense to you, if you agree that to be love it is necessary to be free, faithful, total and fruitful, then seek to put this in practice! If this makes sense, therefore it is not possible to accept abortion: that would be to kill the fruit of love itself! Contraception also cannot be accepted, because it implies that I am giving to the other everything except my fertility. Premarital sexual relationships also do not represent true love, because a couple in this situation did not promise fidelity for all their life yet.

Every time that we act in opposition to these characteristics of true love, we end up killing love. Unfortunately, this is what we witness every single day in our society. We need to propagate this truth so as not to be deceived by culture of pleasure that surrounds us and also to help other people to identify their feelings and to fight for a true love.


Copyright 2018 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer already "promoted" to full time mom. Flávia published her first book FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a member of Schoenstatt´s Apostolic Movement. Flávia loves to speak about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

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