A IMPORTÂNCIA DE CULTIVAR A ALEGRIA (The Importance of Cultivating Joy)

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"The importance of cultivating joy" by Flavia Ghelardi (CatholicMom.com)

Image credit: By Janusz Smolarek (2015), Flickr.com, CC BY NC-SA 2.0

Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Jump to the English version of this post.

A IMPORTÂNCIA DE CULTIVAR A ALEGRIA

Todos nós buscamos a alegria. A alegria é um anseio profundo de nossa alma, então precisamos aprender a encontrá-la e a cultivá-la. Um lar alegre é um ambiente onde as virtudes podem se desenvolver e frutificar.

Existem diferentes tipos de alegria. A alegria como sentimento aparece quando alcançamos aquilo que desejamos. Porém, como todo sentimento, ela é passageira e quando vai embora, deixa uma certa nostalgia na alma. Precisamos ter cuidado com esse tipo de alegria para não se tornar um vício, um buscar o sentimento a qualquer custo, pois senão será uma fonte de amargura e desilusão. A alegria como sentimento pela posse de um bem será mais nobre e duradoura de acordo com o tipo de bem que almejamos. O bem maior que podemos desejar é ser amado e querido, assim a maior alegria é saber que se é amado e querido.

Outro tipo de alegria é aquela que obtemos pela convicção de termos cumprido bem o nosso dever. Quando nos esforçamos para fazer bem a nossa obrigação, possuímos uma alegria mais estável, que não vai embora tão facilmente. Mesmo se estamos exaustos, ou se estamos sofrendo, mas cumprindo nosso dever, temos em nossa alma essa alegria, esse sentido de que todo esforço vale a pena.

Além do sentimento pela posse de um bem e da convicção do dever cumprido, a alegria ainda é uma atitude. Podemos escolher ter uma atitude alegre, independente do que está acontecendo em nossa vida. Podemos dar essa alegria a quem amamos, mesmo se não estamos nos sentindo bem. Essa atitude de alegria é uma demonstração do domínio de si mesmo. E não existe maior alegria que podemos experimentar do que a do autodomínio, de saber que não é escravo das paixões, dos sentimentos, das vontades, do humor.

Devemos lutar muito para conseguirmos ter esse tipo de alegria, de poder dar um sorriso a todos que se encontram conosco, independente de como nos sentimos. Isso é uma grande prova de amor ao próximo, pois deixar-se guiar pelo sentimento, pelo humor é um tremendo egoísmo.

Todos os dias podemos procurar fazer algo que traga alegria aos que moram conosco. Um dia preparar um prato que o marido gosta, outro dia deixar um bilhetinho na agenda do filho, outro dia trazer uma flor para a esposa sem nenhuma data especial, arrumar a cama sem a mãe ter que pedir, enfim são vários pequenos gestos que todos podemos fazer para deixar o ambiente do lar mais leve e alegre.

Por fim, existe ainda a alegria sobrenatural, aquela que ninguém pode nos tirar. Essa alegria, a verdadeira alegria, brota da união com Deus, da “posse” de Deus, de saber que Deus habita em nossa alma, que nos ama infinitamente e que nos transforma.

Assim, para termos essa alegria em plenitude, devemos perseverar no amor de Deus, através da oração e da frequência aos sacramentos, especialmente na Sagrada Eucaristia. Através da comunhão do corpo e sangue de Cristo, ele realmente está em nós, não havendo união mais perfeita entre Deus e o ser humano nesse mundo.

The Importance of Cultivating Joy

We all seek joy. Joy is a deep yearning for our soul, so we must learn to find it and cultivate it. A joyful home is an environment where virtues can thrive and bear fruit.

There are different kinds of joy. Joy as a feeling appears when we achieve what we desire. However, like all feelings, it is fleeting and when it goes away, it leaves a certain nostalgia in the soul. We need to be careful with this kind of joy so it does not become an addiction, where we seek the feeling at any cost, otherwise it will be a source of bitterness and disappointment. Joy as a feeling when we possess a good can be more noble and lasting, depending on the kind of good we crave. The greatest good we can desire is to be loved and cared, so the greatest joy is knowing that one is loved and cared.

Another type of joy is the feeling we get from the conviction that we have done our duty well. When we strive to do our duty well, we have a more stable joy, which does not go away so easily. Even if we are exhausted, or if we are suffering, but fulfilling our duty, we have in our soul this joy, this sense that all effort is worth it.

Joy is still an attitude. We can choose to have a cheerful attitude regardless of what is happening in our life. We can give this joy to those we love, even if we are not feeling well. This attitude of joy is a demonstration of self-control. And there is no greater joy we can experience than that of self-mastery, of knowing that we are not a slave to our passions, our feelings, our will, our mood.

We must strive hard to be able to have that kind of joy, to be able to give a smile to all who are with us, regardless of how we feel. This is a great test of love for others, for to be guided by feeling, by mood, is a tremendous selfishness.

Every day we can try to do something that brings joy to those who live with us. One day, prepare a dish that your husband likes; another day, leave a note in your child’s agenda; another day bring a flower to your wife even if it’s not a special date; make the bed without your mother having to ask. Ultimately there are several small gestures that we all can do to make our home environment lighter and more cheerful.

Finally, there is supernatural joy, one that no one can take away from us. This joy, the true joy, springs from union with God, from the “possession” of God, to know that God dwells in our soul, that loves us infinitely and that transforms us.

Thus, to have joy in its fullness, we must persevere in the love of God, through prayer and attendance to the sacraments, especially in the Holy Eucharist. Through the communion of the body and blood of Christ, he really is in us, there being no more perfect union between God and the human being in this world.


Copyright 2019 Flávia Ghelardi

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About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer already "promoted" to full time mom. Flávia published her first book FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a member of Schoenstatt´s Apostolic Movement. Flávia loves to speak about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

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