Hanging Out with Your Children (“SAIDINHA” COM OS FILHOS)

0
"Hanging out with your children" by Flávia Ghelardi (CatholicMom.com)

Copyright 2020 Flávia Ghelardi. All rights reserved.

Flávia Ghelardi writes from Brazil in English and Portuguese. Jump to the Portuguese version of this post.

When my children were young, I read about the importance of having individual time with each one of them to get to know them better and increase the bond between mother and child. At the time, that advice seemed a little strange, as I spent all my time with them and couldn’t imagine how they wouldn’t be so attached to me in the future.

However, they grew up, having their own activities and spending less time with me. It was then that we started the custom of “hanging out with Mom.” We agreed that once a week I would take one of them out, wherever they chose. In that time, we would talk about whatever they wanted. To make it work, the cell phone was turned off (both mine and theirs).

They were excited by the idea, more because of going to a place they like and that they can eat “junk food,” than by the conversation itself. The place has to provide an environment for dialogue, so it is usually a snack bar or ice-cream parlor. Cinema doesn’t count unless you have time to chat before or after the movie. The time is about an hour.

The rule is to go out with one child at a time, so everyone knows they will have this time with me, with exclusive attention and in a certain week of the month. When we started, my eldest son was already 14 years old, and the others were 11 and 10. It was easier with the younger ones, because the conversation flowed more naturally, but with the teenager, it took a while to “engage.”

When there is no specific thing that they want to talk about, then the matter is up to me. I tell about my life, what has happened or how was my childhood, adolescence, youth … I also talk about their father, uncles, grandparents, in short, about our family. Sometimes I tell them stories from their childhood that they no longer remember. These are their favorite subjects: to know the family history, to see how the times were different and how things happened to reach them today.

This exchange of experiences is super important, because not only do parents need to know their children better, but children also need to know what their parents think, what they like, what they don’t like, who they admire, and so on. It is only possible to love those we know, so the fact that we spend time getting to know each other increases and strengthens the love and consequently the respect between us. During these years, I was surprised several times with the depth of the exchange of experiences that these dialogues provided.

This year the oldest turns 18 and came to ask me these days if our “hangouts” would end because he will be officially an adult. I reassured him saying that we would continue with the “hangouts” until he wanted to …

So, my testimony is that having this kind of experience and relationship with each child is very important and rewarding as well. In the rush of everyday life, we ended up not talking, we just talked about fulfilling obligations, we ended up summarizing the relationship between parents and children as orders and obligations from parents and requests for things from children. Everything is very mechanical.

We are not perfect parents, we know that we often make mistakes in the education of children, but I see that having this moment of intimacy with each one of them has made a difference in this most troubled time of adolescence.


“SAIDINHA” COM OS FILHOS

Quando meus filhos eram pequenos, li sobre a importância de ter um tempo individual com cada um deles para conhecê-los melhor e aumentar o vínculo entre mãe e filho. Na época aquele conselho pareceu meio estranho, pois passava todo o meu tempo com eles e não conseguia imaginar como eles não estariam tão vinculados a mim no futuro.

Porém, eles foram crescendo, tendo suas próprias atividades e ficando menos tempo comigo. Foi então que iniciamos o costume da “saidinha com a mãe”. Combinamos que uma vez na semana eu levaria um deles para um passeio, onde eles escolhessem. Nesse tempo, nós conversaríamos sobre o que eles quisessem. Para que desse certo, o celular ficava desligado (tanto o meu quanto o deles).

Eles ficaram empolgados com a ideia, mais pelo fato de ir num lugar que eles gostam e que possam comer “porcarias”, do que pela conversa em si. O lugar tem que propiciar um ambiente de diálogo, então normalmente é uma lanchonete ou sorveteria. Cinema não conta, a menos que tenha um tempo para conversar antes ou depois do filme. O tempo gira em torno de uma hora.

A regra é sair com um filho de cada vez, então todos sabem que terão esse tempo comigo, com atenção exclusiva e em determinada semana do mês. Quando começamos, meu filho mais velho já tinha 14 anos, e os outros tinham 11 e 10. Com os menores foi mais fácil, porque a conversa fluía mais naturalmente, mas com o adolescente, demorava um certo tempo para “engrenar”.

Quando não há nenhum fato específico que eles queiram conversar, daí o assunto é comigo. Eu conto da minha vida, do que tem acontecido ou de como foi minha infância, adolescência, juventude… Falo também sobre o pai, os tios, os avós, enfim, sobre a nossa família. As vezes conto fatos da infância deles que eles não lembram mais. Esses são os assuntos preferidos deles. Conhecer a história, ver como as épocas eram diferentes e como as coisas aconteceram para chegarem até eles hoje.

Essa troca de experiências é super importante, porque não só os pais precisam conhecer melhor os filhos, mas também os filhos precisam conhecer o que seus pais pensam, o que gostam, o que não gostam, quem admiram etc. Só é possível amar quem conhecemos, assim o fato de gastar tempo para nos conhecer, aumenta e fortalece o amor e consequentemente o respeito entre nós. Nesses anos, fui surpreendida várias vezes com a profundidade da troca de experiências que esses diálogos proporcionaram.

Esse ano o mais velho completa 18 anos e veio me perguntar esses dias se as nossas “saidinhas” iriam acabar porque ele já será oficialmente um adulto. Tranquilizei-o dizendo que iríamos continuar com as “saidinhas” até quando ele quisesse…

Assim, meu testemunho é que ter esse tipo de experiência e relacionamento com cada filho é muito importante e gratificante também. Na correria do dia a dia, acabamos não dialogando, só falamos sobre o cumprimento das obrigações, acabamos por resumir o relacionamento de pai e filho como ordens e obrigações por parte dos pais e pedidos de coisas por parte dos filhos. Tudo muito mecânico.

Não somos pais perfeitos, sabemos que muitas vezes erramos na educação dos filhos, mas vejo que ter esse momento de intimidade com cada um deles tem feito a diferença nessa época mais conturbada da adolescência.


Copyright 2020 Flávia Ghelardi

Share.

About Author

Flávia Ghelardi is the mom of four, a former lawyer already "promoted" to full time mom. Flávia published her first book FORTALECENDO SUA FAMÍLIA and is a member of Schoenstatt´s Apostolic Movement. Flávia loves to speak about motherhood and the important role of women, as desired by God, for our society. She blogs at www.fortalecendosuafamilia.blogspot.com.

Leave A Reply

Notify me of followup comments via e-mail. You can also subscribe without commenting.